Situação do Turismo em Alagoas

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O turismo em Alagoas consiste em uma das atividades pertencentes ao setor terciário da economia, que no Brasil tem ocupado uma posição emergente.
Nesse contexto, embora a atividade turística venha apresentando uma razoável participação na economia local, especialmente na geração de emprego e renda, o setor ainda demonstra algumas limitações. Do total de 164.391 postos de trabalho gerados no segmento de serviços (RAIS, 2003), a atividade turística participou, apenas, com aproximadamente 6,61% desse efetivo. Em decorrência desse limitado desempenho, o Estado tem procurado intensificar, ainda mais, as políticas direcionadas para o desenvolvimento do turismo, objetivando alcançar resultados mais significativos.
A partir da década de 90, do século XX, o poder público e os diversos segmentos do setor privado procuraram incorporar práticas mais eficientes que permitissem a elaboração, ou reformulação, das ações direcionadas para o desenvolvimento do turismo em Alagoas. Com base nessa perspectiva, foi reestruturado e atualizado o Plano Estadual de Turismo (PET), lançado em 1997, ajustando-o às diretrizes, metas e programas do Plano Nacional de Turismo (EMBRATUR, 2003). Assim, em dezembro de 2005 foi apresentado a nova versão do Plano Estadual de Turismo - PET, que consiste em um importante documento onde está reunido um conjunto de propostas alicerçadas nos princípios básicos das sustentabilidades: economica, sócio-cultural e ambiental; que se destinam à consolidação da atividade turística em suas diversas modalidades e nas várias partes do território alagoano. [Atlas Escolar, pp.119-120]

De maneira geral, a atividade turística em Alagoas ainda tem como principal fator decisório na escolha do visitante, as suas belíssimas paisagens naturais. De acordo com os levantamentos realizados no ano de 2005 pela SETUR (Secretaria de Turismo do Estado de Alagoas), sobre o perfil do turista de Maceió, constatou-se que 93,10% dos visitantes tiveram como principal fator de decisão na sua escolha, os atrativos naturais. Já com relação aos principais mercados emissores, pode-se observar (…) que 93,09% (1.024.826) pertencem às diferentes regiões do País. Dentre os Estados brasileiros, São Paulo assume uma destacada posição, sendo responsável por 40,40% (414.030) do fluxo global de turistas em 2005. No caso dos visitantes internacionais, a Argentina destacou-se entre os demais Países no mesmo ano, pois contribuiu com o total de 20.460 turistas, o que corresponde a 37,47%. Além disso, analisando-se os últimos três anos, pode-se constatar que o fluxo de turista oriundos dos Países da América do Sul apresenta, em valores absolutos, um constante crescimento.
Pelo exposto, se conclui que o turismo em Alagoas tem se constituído em uma das importantes atividades, pois contribuiu, em 2004, com 7, 57% do PIB (Produto Interno Bruto) estadual. Bem assim, Gerou emprego para 62,150 pessoas, sendo 17,98% diretos e e 82,02% indiretos. Além dessa sua capacidade na geração de postos de trabalho, os benefícios do turismo repercutem de forma positiva em diversos setores da economia. Mas a sua prática deve considerar, entre outros aspectos, os condicionantes estabelecidos pela legislação ambiental e o respeito aos costumes e às tradições das comunidades receptoras, através da implementação de políticas que sejam capazes de garantir a segurança e o bem-estar social das populações, bem como a proteção dos seus recursos naturais.
No entanto, apesar dos recursos culturais, históricos e naturais estarem distribuídos em quase todas as Regiões turísticas, a prática dessa atividade ainda continua concentrada no litoral, especialmente na capital do Estado. Nos últimos quatro anos o município de Maceió foi, sozinho, o responsável pela maior parcela do fluxo global de turistas, com, aproximadamente, 66,67% do efetivo contabilizado em 2005. Provavelmente, dentre os vários fatores associados a essa forte concentração na capital alagoana, citam-se como principais motivadores as campanhas publicitárias realizadas pelos setores público e privado, a infra-estrutura existente constituída por uma rede de hotéis, diversas pousadas, bares, restaurantes, feiras livre de artesanato permanente, os shoppings centers, as lojas e galerias, entre outros, além dos eventos científicos, festivos e de negócios. [Atlas Escolar, p.123]

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TABELA 19
LOCALIDADES EMISSORAS DE TURISTAS PARA aLAGOAS NO PERÍODO DE 2003-2005.

ESTADO/ PAÍS 2003 2004 2005
Nacional 968.063 859.300 1.024.826
São Paulo 316.557 313.559 414.030
Rio de Janeiro 80.930 67.111 72.250
Minas Gerais 46.273 39.700 56.673
Bahia 85.964 68.228 67.536
Ceará 15.779 15.124 12.093
Pernambuco 145.113 95.898 93.157
Sergipe 52.179 36.434 34.639
Rio Grande do Sul 42.885 39.957 53.598
Distrito Federal 37.561 35.747 45.810
Paraná 27.590 24.920 32.180
Santa Catarina 17.135 15.038 15.987
Pará 3.969 2.664 3.484
Outros 96.128 104.920 123.389
Internacionais 44.555 92.622 75.954
Argentina 9.726 28.083 28.460
Uruguai 22.246 4.780 6.023
Chile 1.568 9.716 8.970
E.U.A. 1.444 2.519 1.603
Canadá 245 426 418
Costa Rica 18 9 15
Portugal 17.537 26.008 20.545
Itália 7.338 8.300 3.099
Espanha 508 1.130 888
Alemanha 392 1.482 547
Inglaterra 446 871 501
Japão 129 361 228
Outros 2.958 8.937 4.657
TOTAL 1.012.618 951.922 1.100.780

Fonte: SETUR-AL, 2005
Adaptação: Autores do Atlas Escolar Alagoas.

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