Procedimentos Da Utilizacao Dos Materias Reciclaveis Na Arquitetura

*Garrafas PET

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- O Produto

Formado pela reação entre o ácidotereftálico e o etileno glicol, a Politereftalato de
etila, ou PET - um polímero, foi desenvolvida por dois químicos britânicos em 1941.
Possui propridades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas vezes pelo
mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a temperaturas
adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.
Utiliza-se principalmente na forma de fibras para tecelagem e de embalagens para
bebidas, mostrando-se resistente e eficaz.
No começo dos anos oitenta iniciou-se a reciclagem do produto, que resultou em
aplicações importantes,a favor de uma alternativa, inclusive, de preservar o meio ambiente.

- A Reciclagem

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Dentre as vantagens da reciclagem podemos citar a redução considerável do volume
de lixo nos aterros, facilitando a degradação dos produtos orgânicos, geração alternativa de
renda e emprego,economia de energia na produção e da quantidade do produto,redução do
preço de venda, favorecendo o mercado consumidor.Ainda na reciclagem específica da
PET, podemos citar , a economia de petróleo (os polímeros são derivados de petróleo) , é
altamente combustível e os gases produzidos durante o processo de reciclagem podem ser
usados na indústria química, além de que sua degradação é muito difícil levando mais de
quinhentos anos para decomposição completa da politereftalano de etila.
A seleção e pré-processamento do produto é muito importante para a garantia da
qualidade do reciclado. A separação pode seguir processos manuais ou mecânicos, como
sensores ópticos.No pré-processamento, após a prensagem, é preciso retirar os
contaminantes(adesivos plásticos) - separando-os por diferença de densidade em fluxo de
água(levigação), ou ar - o rótulo, os resíduos de refrigerantes e demais detritos, por meio de
processos de lavagem.
A PET pode ser recilcada pelo processo de termoreação, aonde a determinada
temperatura, o polímero fica líquido, podendo então ser moldado, extrusado ou comprimido
em outra forma.

- A utilização na Arquitetura

Tijolo PET

No Departamento de Engenharia Química, no Centro Tecnológico da UFPA –
Universidade federal do Pará, o recém-graduado Neílton da Silva Tapajós, desenvolveu sua
tese de graduação em cima de mais uma nova função para as garrafas plásticas: a
fabricação de tijolos para a construção civil.
O tijolo origina-se da combinação individual do PET com gesso, cimento, resina
cristal e caroço moído de açaí. O melhor resultado para o objetivo proposto, foi alcançado
na combinação com o cimento. Neste caso especificamente não se trata da utilização do
reciclado, mas do produto integralmente.
Embutindo três garrafas, ele montou um monobloco plástico que foi envolvido por
uma camada de um centímetro e meio de cimento, dentro de uma forma de madeira. Doze
horas depois, o cimento estava curado, revelando um tijolo de paredes lisas, com saliências
e reentrâncias nas laterais para encaixe de outros tijolos. O tijolo pré-moldado ficou mais
resistente com o monobloco em seu interior. Além disso, ao ocupar o lugar do cimento, as
garrafas reduzem substancialmente a quantidade de insumo e os custos na construção civil.
Ele se enquadra como bloco de vedação, segundo a Associação Brasileira de
Normas Técnicas, pois consegue suportar a própria carga, deve ser aplicado em paredes.
Não pode ser utilizado em pilares e vigas, pois não é considerado estruturalmente seguro.
Como os tijolos foram projetados com saliências e reentrâncias para se encaixarem,
a montagem da parede dispensaria cimento na liga entre eles. O resultado seria uma parede
lisa que também dispensaria emboço e reboco. Uma camada de argamassa leve seria
suficiente para deixar a parede em condições de receber a pintura final, racionalizando
consideravelmente o custo da obra.
Estudos realizados demonstraram que o monobloco PET não sofre nenhuma
dilatação no interior do tijolo mesmo quando este é colocado à prova com maçarico a 75º
C, temperatura limite para a despolimerização da resina. Outra afirmação é quanto ao nível
de ruído e calor. A literatura afirma que o PET é uma barreira térmica. Logo, a parede
construída com esse tipo de tijolo reduziria o calor e tornaria os cômodos da casa mais
refrescantes. O sol não conseguiria propagar o calor através da parede. O mesmo é possível
dizer quanto ao som.
O Laboratório de Sistemas Construtivos da Universidade Federal de Santa Catarina
(Labsisco/UFSC) desenvolveu também um trabalho significativo nesta área.
Dentro de um molde de madeira, o painel modular para uma casa pré-fabricada é
construído. Primeiro se preenche o fundo com uma camada de concreto, de 2cm de
espessura. Em seguida, são colocadas as garrafas plásticas do tipo PET, que tiveram a parte
superior cortada e foram encaixadas umas nas outras. Na lateral, é encaixada uma armadura
de ferro que dá resistência ao bloco. Para completar, o painel é preenchido com mais
concreto.
O professor Fernando Barth, coordenador do Labsisco, explica que construir uma
casa com material PET é muito prático, porque, como os blocos já vêm todos prontos, a
casa pode ser montada em 48 horas. Além disso, o uso das garrafas plásticas faz com que, a
exemplo da experiência anterior, as paredes apresentem um melhor desempenho térmico,
maior espessura e rigidez e menor peso.
O próximo passo do projeto será a realização de testes de resistência e impacto dos
blocos produzidos no laboratório para que a eficiência do produto seja comprovada.

Blocos ISOPET

O bloco ISOPET é resultado do projeto de estudantes do curso de Tecnologia de
Construção do Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet).
Os blocos intertravados tratam-se de blocos que utilizam garrafas PET recicladas
posicionadas na horizontal e vertical, fabricados com areia, cimento, confeccionados em
concreto leve e isopor (no lugar da brita) reciclado.
Estes blocos apresentam encaixes laterais em forma macho e fêmea que geram o
intertravamento, não sendo necessária a utilização de argamassa para suas uniões – exceto
na primeira fiada. Pelo fato do bloco possuir uma superfície porosa opta-se em eliminar o
chapisco, emboço e reboco da parede, aplicando apenas a argamassa colante de finalização.
Suas dimensões são de 40x40x15 cm que pesa em média 12kg e 40x20x15 cm com
6kg. Possui alta resistência a compressão, sofrendo apenas deformação. É resistente a altas
temperaturas.
As grandes vantagens na execução do projeto construtivo com os blocos são a
leveza - facilitando o manuseio dos elementos, melhoria no aspecto termo-acústico,
dispensa de formas, pouco tempo de execução da obra, e baixo custo final da construção.
Para confecção de trezentos e sessenta e 5 blocos foram utilizadas oitocentas e
setenta e cinco garrafas PET (de dois litros) e dezessete metros cúbicos de isopor. O
ISOPET venceu na categoria de pesquisas acadêmicas do Prêmio Ecopet da Associação
Brasileira da Indústria de PET (Abipet).

TuboPET

Depois de moídas as garrafas PET são usadas na fabricação do tubopet com base
nas especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um tubo
ecológico, fabricado cem porcento com de material reciclado.
Utilizado na construção civil para rede de esgoto, ventilação e água pluvial predial,
o tubopet já apresenta ótimos resultados com relação a resistência ao impacto, passando nos
testes com um grande desempenho.Sua principal qualidade é sua leveza em relação aos de
PVC nas mesmas espessuras.
Segundo a EBR (Empresa Brasileira de Reciclagem), responsável pelo projeto, os
tubos apresentam vantagens como rigidez até duas vezes maior que seu equivalente em
PVC,sua aplicação é exatamente igual à de tubos de PVC,inclusive a união dos tubos é feita
com a mesma cola.
Também premiada pelo Ecopet , na categoria empresarial, a iniciativa tem
proporcionado a reciclagem de 100 toneladas de plástico por mês, ou seja, cerca de meio
milhão de garrafas de dois litros.

*Entulho

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- O Produto

O chamado entulho é todo o resíduo gerado a partir de um canteiro de obra, é o que
sobra dela, e que normalmente é jogado fora. Como frequentemente há uma falta de
controle e desperdício na compra de materiais para construção de uma determinada
edificação, temos uma sobra cada vez maior de entulho. Fazendo uma estimativa, os
resíduos são constituídos de 64% de argamassa, 30% de componentes de vedação e 6% de
materiais diversos como concreto, pedra, areia, metálicos e plásticos.
Há dois tipos de entulho, o da construção e o da demolição, sendo o segundo mais
qualitativo pois compõe-se apenas por fragmentos, sendo o primeiro composto alem de
fragmentos, de restos de outros materiais.

- A Reciclagem

O volume de entulho gerado representa hoje em uma cidade o dobro do montante de
lixo convencional por ela produzida. Todo esse excedente exige da prefeitura uma atenção
e reserva de fundos para a administração pública com seu gerenciamento. Nesse contexto a
reciclagem do mesmo passa a ser cada vez mais uma alternativa digna de atenção.
Essa reciclagem também além de proporcionar maior vida útil a aterros, que não
precisariam mais ser sobrecarregados com o montante resultante do entulho, significaria
uma vida útil maio também à fonte de matéria prima, já que seria possível a obtenção de
recursos com boa qualidade e baixo custo.
O primeiro grande impulso a reciclagem de resíduos veio em 2002 quando o
Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou a resolução 307, que regulamentava esse
tipo de reciclagem. Na prática, o órgão criou responsabilidades para toda a cadeia
envolvida: geradores, transportadores, receptores e municípios.
A reciclagem de alguns componentes do entulho pode ser feita no próprio canteiro
de obras, que normalmente consta com um maquinário próprio móvel de pequeno porte. O
moinho pode triturar entulho a base de argila, concreto e restos de argamassa.
Já o processo municipal, envolve mais segmentos e conta com mais estrutura
administrativa. É preciso que haja uma triagem de entulhos antes para que os mesmos
sejam separados quanto ao tipo e potencial de reciclagem. Só esse segmento já emprega um
numero considerável de cidadãos, o que caracteriza outra vantagem, a criação de empregos.
No caso da moagem de residuos ceramicos, ocorre a obtenção de pozolana, o que
confere aos produtos reciclados uma maior resistencia e modulo de elasticidade do que o
produto primario.
Porém quanto ao uso de argamassas provenientes de entulho, há uma restrição. Ja
que esse produto costuma ser poroso, mais do que a materia primaria, não é recomendavel
que seja utilizado como impermeabilizante.

- A utilização na Arquitetura

A partir da resolução 307, os entulhos de propriedades e aproveitamento
semelhantes foram separados em classes, cada qual com suas diretrizes quanto a forma e
protocolo de tratamento.
A Classe A, de maior aproveitamento na arquitetura constituida de materiais como
Alvenaria, argamassa, concreto e solos. Para essa classe principal, foi estabelecida duas
diretrizes, a primeira em relação a reciclagem desses materiais para a criação de agregados
na pavimentação, e a segunda na trituração do entulho para a produção também de
agregados mas para o preparo de concreto não estrutural. A maior aplicação dessa classe é
para a pavimentação de areas reservadas a estacionamento e circulação de veiculos, e como
exemplo dessa nova tecnologia temos a USP, com seu “pavimento ecológico”.
Há também a Classe B, formada por madeira, metal, plastico e papel. Esses
materiais podem ser aproveitados no proprio canteiro de obras, otimizando o processo da
construção pela sua praticidade.
Há ainda uma classe C, que diz respeito a materiais que não devem ser reciclados e
a D, de materiais toxicos, como solventes e óleos.
O gesso é outro exemplo de reciclagem de entulho, mas dessa vez não
recomendavel, ja que na produção de massa com gesso a mesma perde totalmente a
resistencia.

*Vidro

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- O Produto

O vidro é uma substancia inorganica, homogenea e amorfa, que pode ser obtida a
partir do resfriamento de uma massa liquida a base de silica. Há controversias quanto a sua
natureza, ja que o vidro não pode ser considerado um solido convencional: Ele apresenta
caracteristicas de um material liquido mesmo resfriado a temperatura ambiente, tanto que
épossivel notar que com o efeito do tempo, ou seja, lentamente, o vidro se molda ao lugar
onde ele se encontra. É possivel notar esse fenomeno nos vitrais de igrejas que estão la
intocaveis a muitos anos. A parte da base do vidro é mais grossa do que a parte superior,
pois o mesmo “escorre” para baixo.
Porém devido a sua aparencia semelhante a um solido, há quem se recuse a aceitar o
fato de que o vidro é um liquido e o chame de Solido Amorfo, pois não há estrutura
cristalina.

- A Reciclagem

A reciclagem de vidro é feita a partir do derretimento de cacos de vidro em altas
temperaturas e modelagem para formação de um novo vidro. Essa reciclagem é
extremamente vantajosa e tem aproveitamento de 100% pois não há perda de nenhum tipo
de residuo, ou seja para 1 tonelada de caco de vidro limpo pode ser produzida 1 tonelada de
vidro novo, o que economizaria 1,2 toneladas de materia prima.
Antes da reciclagem propriamente dita, há um processo de triagem para que o vidro
seja separado por cores e propriedades, por exemplo há o vidro verde, o ambar, o vidro de
potinhos de alimentos, o vidro de janelas. No processo de reciclagem devem ser usados
somente cacos de vidro do mesmo tipo para que se obtenha uma chapa homogenea.
Porem, com todas as vantagens da reciclagem de vidro, em 2003 foi feita uma
pesquisa e constatado que somente 45% do vidro é reciclado no Brasil.

- A utilização na Arquitetura

O vidro pode ser moido em cacos e utilizado como agregado para a fabricação de
cimento Portland, economizando recursos naturais utilizados para esse fim. Essa aplicação
esta em processo de pesquisa mas ja apresenta bons resultados.
Outra aplicação também em forma de agregado é para a produção de concreto
asfaltico, não havendo necessidade nenhuma de equipamento especializado. Esse processo
ja foi utilizado com sucesso em cidades Americanas e uma aplicação no Brasil também está
sendo estudada.
O processo de moagem de vidro pode ser aproveitado na obtenção de outros
produtos diversos, tais como tanques sépticos de sistemas de tratamento de esgoto, filtros,
janelas, clarabóias, telhas etc.
Há também um tipo de reciclagem de vidro aliada com a adição de filme de PVB,
um polimero, que pode obter resultados como verniz e isolantes para pisos de madeira. O
uso do vidro nessa situação barateia bastante o processo de produção de verniz, ja que
substituiria o oxido de aluminio, substancia bastante cara. Para baratiar ainda mais o vidro
pode ser obtido nos residuos da industria vidreira, que rejeitam o vidro utilizado nesse caso
devido a sua baixa granulometria, o que não é problema para esse processo.

*Papel

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- O Produto

O papel é produzido a partir da celulose (da madeira, principalmente de árvores de
pinus e de eucalipto).

- A Reciclagem

Se sua plantação for bem manejada, ela vai gerar recursos novamente e quando os
resíduos de papel são despejados em rios, lagoas e oceanos, a própria natureza pode
absorvê-los em 2 à 4 semanas ou, no máximo de 3 à 6 meses.6 A produção a partir da
reciclagem é mais vantajosa: reduz- se o corte de árvores e dos consumos de água e
energia. Para produzir papel reciclado, gasta-se 74% menos água e 50% menos energia do
que a produção feita da árvore, enquanto uma tonelada de aparas (de papel reciclado) pode
evitar o corte de 10 a 12 árvores provenientes de plantações comerciais reflorestadas.
1000kg de papel reciclado = 20 árvores poupadas
1000kg de papel reciclado = 2000l água
1000kg de papel não reciclado = 100 000l água.
Antes de entrar propriamente na discussão sobre o processo de produção do papel
reciclado é preciso saber quais os papéis que podem ser reciclados e quais não existe forma
de reciclar.

Os recicláveis são:

Papelão
Jornal
Revista
Papel de fax
Papel-cartão

Não são recicláveis:

Fitas adesivas
Fotografias
Papel carbono
Etiquetas adesivas
Copos descartáveis

Produzir o papel reciclado é muito semelhante à produção de papel comum após a
entrega da celulose. É preciso moer, molhar, criando uma massa que lembra o papel machê,
prensar, tingir e secar o papel. A principal diferença está na necessidade da utilização de
vários produtos químicos para retirar as impurezas do papel como tintas e colas, o que, para
alguns críticos, pode ser também perigoso para o meio ambiente, se não for feito de
maneira correta.

- A Utilização na Arquitetura

Novos produtos estão sendo produzidos o tempo todo, um dos mais versáteis
materiais ainda familiarizado no mundo como: papel. A maioria das pessoas pensa que o
papel é como um material extremamente frágil, estes designers mobiliário, arquitetos e
artistas têm usado papel e papelão para novos modelos, através da criação simples de
estruturas com estes materiais incríveis.
Renomado arquiteto japonês Shigeru Ban pode ser chamado um dirigente no
movimento na arquitetura papel. Seu papel cartão são estruturas conhecido em todo o
mundo. Longe de ser contestável, as suas estruturas fornecer soluções reais, em termos de
custos, eco-amigável, e portabilidade. Suas idéias foram colocadas em prática
incrivelmente após o terremoto de 1995 em Kobe, Japão para prestar casas e igrejas
temporárias para residentes deslocados.
Robert Buss e Ute Conen do Push Design orgulhosamente apresentam o mundo
para o “escritório descartáveis”, um pequeno escritório inteiramente feito de papel
reciclável produtos. O escritório em exibição foi instalado no Instituto Max Planck em 2004
e agora desfruta de uma vida de notoriedade na internet.
Todo o mobiliário produzido pela Way Basics é feito de 99% de papel reciclado. O
material além de resistente é leve (62% a menos do que os painéis normais) e a montagem
não necessita de parafusos ou de qualquer ferramenta. Segundo o site foram 10 anos de
pesquisa para o aperfeiçoamento do sistema modular dos blocos recicláveis zBoards.
Eles produzem toda uma linha de produtos modulares como pequenos nichos que
viram outros móveis quando mais são adicionados além de acessórios como portas e
puxadores para transformar o seu kit. Apesar de à base de papel os zBoards são resistentes
à água e fáceis de limpar. Os zBoards vêm em diversas cores vibrantes e cores que imitam
madeira natural.
Um nicho de 30×30x30cm custa US$15,00 e uma estante com três nichos sai por
US$38,25 no site da Way Basics.

*Metais

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- O Produto

Encontramos os metais em todos os lugares à nossa volta. Em nossa cozinha -
panelas, talheres. refrigerante de latinha - nos automóveis e no nosso dinheiro, por
exemplo. Ele é sólido, não deixa passar luz (é opaco) e conduz bem a eletricidade e o calor,
possuindo um brilho especial chamado de metálico. Quando aquecido é maleável, podendo
ser moldado em várias formas, desde fios até chapas e barras. Os metais podem ser
encontrados misturados no solo e nas rochas, sendo chamados de minérios.
Os metais são materiais de elevada durabilidade, resistência mecânica e facilidade
de conformação, sendo muito utilizados em equipamentos, estruturas e embalagens em
geral.
Os metais usados na construção civil são aço e alumínio. O alumínio dá forma às
esquadrias, janelas, portas, coberturas e fachadas; não sendo utilizado como elemento
estrutural em função de seu custo elevado e de sua baixa capacidade de sustentação. Já o
aço, além de esquadrias em geral, está presente também na estrutura, seja na forma de
vergalhões - o esqueleto do concreto armado - ou como colunas, pilares e vigas que podem
ou não ser combinadas com alvenaria ou concreto.
Os metais são classificados em dois grande grupos: os ferrosos (compostos
basicamente de ferro e aço) e os não-ferrosos. Essa divisão justifica-se pela grande
predominância do uso dos metais à base de ferro, principalmente o aço.
Entre os metais não-ferrosos, destacam-se o alumínio, o cobre e suas ligas (como
latão e o bronze), o chumbo, o níquel e o zinco. Os dois últimos, junto como o cromo e o
estanho, são mais empregados na forma de ligas com outros metais, ou como revestimento
depositado sobre metais, como, por exemplo, o aço.
O cobre é muito utilizado para ligas: latão e bronze e revestimento de artefatos
metálicos. O estanho é utilizado para revestir internamente latas de aço (folhas-de-flandres)
no setor de embalagens, principalmente para alimentos, para evitar a corrosão pelo
alimento. Crômio é utilizado para revestir latas e vários artefatos metálicos. O zinco e o
níquel são utilizados também para revestir artefatos metálicos. Aço é uma liga de ferro com
carvão e baixíssimas quantidades de outros metais (molibdênio, crômio, níquel, tungstênio,
nióbio, etc). Dependendo deste outro metal, temos os diferentes tipos de aços.

- A Reciclagem

A reciclagem dos metais é muito antiga sendo que no Brasil ela chegou com os
imigrantes europeus.
Sua reciclagem ocorre em diferentes unidades industriais dependendo do tipo de
metal. Os materiais ferrosos podem ser facilmente separados dos demais através de uma
máquina com imã que atrai os objetos de aço.

Separam-se magneticamente as sucatas em ferrosas e não-ferrosas e ainda em:

• Sucatas pesadas: geralmente encontradas nos "ferros-velhos" (vigas,
equipamentos, chapas, grelhas etc.).
• Sucatas de processo: cavacos, limalhas e rebarbas, além de peças
defeituosas que voltam ao processo industrial.
• Sucatas de obsolescência: materiais destinados ao lixo após o uso.

O processo de reciclagem do alumínio é feito a partir da fusão de lingotes, refugos
de fundição e cavacos de usinagem, além de alumínio primário. Todos estes elementos
fundidos tornam-se o alumínio líquido e como resultado final a liga de alumínio.
Geralmente os metais ferrosos são direcionados para as usinas de fundição, onde a
sucata é colocada em fornos elétricos ou a oxigênio, aquecidos a 1.550 graus centígrados.
Após atingir o ponto de fusão e chegar ao estado líquido, o material é moldado em tarugos
e placas metálicas, que serão cortados na forma de chapas de aço. A sucata demora somente
um dia para ser reprocessada e transformada novamente em lâminas de aço usadas por
vários setores industriais - das montadoras de automóveis às fábricas de latinhas em
conserva.
Os metais são 100% recicláveis, por exemplo, para fabricação de uma tonelada de
alumínio são necessárias 5 toneladas de bauxita. A reciclagem de uma tonelada de sucata
de alumínio economiza 5 toneladas de bauxita, um recurso natural não-renovável.
A grande vantagem da reciclagem de metais é evitar as despesas da fase de redução
do minério a metal. Essa fase envolve um alto consumo de energia, e requer transporte de
grandes volumes de minério e instalações caras, destinadas à produção em grande escala.
Embora seja maior o interesse na reciclagem de metais não-ferrosos, devido ao
maior valor de usa sucata, é muito grande a procura pela sucata de ferro e de aço, inclusive
pelas usinas siderúrgicas e fundições.
A sucata é matéria-prima das empresas produtoras de aço que não contam como o
processo de redução, e que são responsáveis por cerca de 20% da produção nacional de
aço. A sucata representa cerca de 40% do total de aço consumido no País, valor próximo
aos valores de outros países, como os Estados Unidos, onde atinge 50% do total da
produção. Ressalta-se que o Brasil exporta cerca de 40% da sua produção de aço.
É importante, ainda, observar que a sucata pode, sem maiores problemas, ser
reciclada mesmo quando enferrujada. Sua reciclagem é também facilitada pela sua simples
identificação e separação, principalmente no caso da sucata ferrosa, em que se empregam
eletroímãs, devido às suas propriedades magnéticas. Através deste processo é possível
retirar até 90% do metal ferroso existente no lixo.
Cada tonelada de aço reciclado representa uma economia de 1.140 kg de minério de
ferro, 154 kg de carvão e 18 kg de cal. Já na reciclagem do alumínio, a economia de
energia é de 95% em relação ao processo primário, economizando a extração de 5
toneladas de bauxita (matéria prima para se fabricar o alumínio) por tonelada reciclada,
sem contar toda a lama vermelha (resíduo da mineração) que é evitada.
O alumínio reciclado está presente na indústria de autopeças, na fabricação de novas
embalagens, entre outros.

*Isopor

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- O Produto:

O isopor - poliestireno expandido, é um plástico celular e rígido, que pode
apresentar numa variedade de formas e aplicações. Apresenta-se como uma espuma
moldada, constituída por um aglomerado de grânulos.
O isopor é uma espuma formada a partir de derivados de petróleo, é o poliestireno
expandido. Na sua antiga fabricação entrava o gás CFC, acusado de ser nocivo a camada de
ozônio. Porém atualmente usa-se outro gás para expandir o poliestireno.
Nas instalações dos produtores de isopor, a matéria prima é sujeita a um processo de
transformação física, não alterando as suas propriedades químicas.
Esta transformação
processa-se em três etapas:

a) A pré-expansão
A expansão do poliestireno (PS) expansível é efetuada numa primeira fase num préexpansor
através de aquecimento por contato com vapor de água. O agente expansor incha
o PS para um volume cerca de 50 vezes maior do original. Daí resulta um granulado de
partículas de isopor constituídas por pequenas células fechadas, que é armazenado para
estabilização.
b) O armazenamento intermediário
O armazenamento é necessário para permitir a posterior transformação do isopor.
Durante esta fase de estabilização, o granulado de isopor arrefece o que cria uma depressão
no interior das células. Ao longo deste processo o espaço dentro das células é preenchido
pelo ar circundante.
c) A moldagem
O granulado estabilizado é introduzido em moldes e novamente exposto a vapor de
água, o que provoca a soldadura do mesmo; assim obtém-se um material expandido, que é
rijo e contém uma grande quantidade de ar.

Para fabricar placas para a Construção Civil produzem-se blocos de isopor em
grandes moldes paralelepipédicos.
Para fabricar moldados em isopor, o granulado é insuflado para dentro de moldes
com a conformação das peças pretendidas.
A escolha do tipo de matéria prima e a regulação do processo de fabricação,
permitem a obtenção de uma ampla gama de tipos de isopor, com diversas densidades,
cujas características se adaptam às aplicações previstas.
As aplicações do isopor na construção civil são extraordinariamente variadas,
salientando que o isopor, além de ser um excelente material de isolamento térmico, pode
também ser um sistema construtivo.

Vantagens:

• Baixa condutibilidade térmica
A estrutura de células fechadas, cheias de ar, dificulta a passagem do calor o que
confere ao isopor um grande poder isolante.
• Leveza
As densidades do isopor variam entre os 10-30 kg/m3, permitindo uma redução
substancial do peso das construções.
• Resistência mecânica
Apesar de muito leve, o isopor tem uma resistência mecânica elevada, que permite o
seu emprego onde esta característica é necessária.
• Baixa absorção de água
O isopor não é higroscópico. Mesmo quando imerso em água o isopor absorve
apenas pequenas quantidades de água. Tal propriedade garante que o isopor mantenha as
suas características térmicas e mecânicas mesmo sob a ação da umidade.
• Fácil de manusear e colocar
O isopor é um material que se trabalha com as ferramentas habitualmente
disponíveis, garantindo a sua adaptação perfeita à obra.
O baixo peso do isopor facilita o manuseamento do mesmo em obra. Todas as
operações de movimentação e colocação resultam significativamente encurtadas.
• Resistente quimicamente
O isopor é compatível com a maioria dos materiais correntemente utilizados na
construção de edifícios, tais como cimento, gesso, cal, água, etc.
• Versátil
O isopor pode apresentar-se numa variedade de tamanhos e formas, que se ajustam
sempre às necessidades específicas da construção.
• Resistente ao envelhecimento
Todas as propriedades do isopor mantêm-se inalteradas ao longo da vida do
material, que é pelo menos tão longa quanto a vida da construção de que faz parte.
O isopor não apodrece nem embolora, não é solúvel em água nem liberta
substâncias para o ambiente.

- A Reciclagem

O processo passo a passo:

1ª Etapa: “Quebra” do isopor em pedaços menores (forma correta para melhoria da
reciclagem e ocupação do espaço).
2ª Etapa: O material é aglutinado, através de exposição ao calor e ao atrito.
3ª Etapa: Já bastante adensado, o material é colocado na extrusora, onde é
submetido a novo aquecimento, em temperaturas controladas, até seu “derretimento” (e não
a queima).
4ª Etapa: Nesse estado, o isopor é homogeneizado e transformado em filetes, na
forma de “espaguete”.
5ª Etapa: Depois de resfriados e secos, os filetes passam por uma máquina de
picotes que transforma o poliestireno em grânulos.
Após a cinco etapas do processo de reutilização, conforme informado acima, o material
está pronto para ser reutilizado novamente em diversas formas e formato.

- A utilização na Arquitetura

Ao contrario do que dizem, o isopor já pode ser reciclado com facilidade, basta que
os profissionais de engenharia , arquitetura e construção civil , tenham consciência e
adotem o termobloco em suas obras. Ele foi desenvolvido e inicialmente e batizado como
isobloco, produto patenteado para a isolar termicamente, e apesar das diversas formas de se
reciclar o EPS, esta é a única forma de reciclagem em grande quantidade.
O termobloco é um bloco pré-moldado leve, a base de cimento e isopor 100%
reciclado que serve para isolação térmica, com excelente isolação acústica, lhe
proporcionando uma grande economia de energia elétrica com climatizadores de ar, além
de grande conforto térmico e bem estar.
O peso específico do Termobloco fica em torno de 1.050 kg por m³ e o peso
específico do tijolo de barro (cerâmico) fica em torno de 1.250 kg por m³, ou seja,
utilizando o Termobloco haverá uma redução significativa de carga sobre a estrutura, o que
proporcionará uma redução considerável do custo com a estrutura.

Resistência: apesar de mais leve este material pode se ajustar a
quaisquer normas vigentes com alteração de traço. Em testes já realizados, o
Termobloco Ecológico apresenta resistência à compressão 60% maior que a maioria
das alvenarias encontradas no mercado.
Absorção de Água: sua composição ajuda a diminuir e muito as
chances de problemas com umidade, que é muito comum em alvenaria de tijolos e
blocos celulares.
Economia: além de reduzir o custo de energia elétrica com ar
condicionado, o TERMOBLOCO também propicia uma economia de material, bem
como de mão de obra, pois não necessita de chapisco para rebocar e utiliza apenas
uma terça parte da argamassa utilizadas nas demais alvenarias.
Flexibilidade: graças a sua fórmula, em grande parte feita a base de
poliestireno expandido (isopor), pode-se dizer que o TERMOBLOCO tem a perfeita
capacidade de absorver a expansão e retrações causadas pelas freqüentes alterações
climáticas diminuindo assim
o índice de fissuras e rachaduras e aumentando a harmonia entre a estrutura e a
alvenaria devido a sua fácil dilatação térmica.

Além do termobloco, o isopor pode se reutilizado para vários fins, desde
revestimento para o isolamento térmico e acústico na construção civil à repactuação do
produto para fazer réguas escolares.
O isopor também pode virar verniz. Utilizando materiais como bandejas de
alimentos e protetores de embalagem como matéria-prima de um produto para
impermeabilizar fachadas de tijolos, concreto e madeira.
O isopor pode ser aproveitado para substituir a pedra britada na fabricação de
concreto leve (mistura de cimento, areia, cola e isopor). O concreto leve fabricado com o
EPS pode ser aplicado na regularização de lajes, em painéis, pré-fabricados (lajotas, blocos
vazados, pilares para muros), bancos para ambientes externos, base para montagem de
sofás, balcões, camas e quadras de esporte.
O que dificulta a reciclagem é a falta de informação, e o transporte que é
ineficiente por ser 'expandido' e ocupar muito espaço.
A questão é que, além do isopor ter baixo valor, sua densidade e peso são
baixos.Um caminhão tanque lotado com este material estará transportando só cerca de 190
kg de isopor. Para a reciclagem, é preciso juntar toneladas de isopor, quer dizer, ter
enormes espaços nos depósitos para acumulá-lo e muitas viagens para transportá-lo.
Some-se a isto, a desvantagem ambiental do longo tempo de decomposição na
natureza e entenderemos por que isopor é tido como um vilão da reciclagem.

*Cerâmica

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- O Produto

A cerâmica de revestimento é uma mistura de argila e outras matérias-primas
inorgânicas, queimadas em altas temperaturas, utilizada em larga escala pela Arquitetura.O
seu uso foi dirigido tanto a um apelo decorativo, quanto prático. Em razão de suas
características o azulejo torna as residências mais frescas e reduz os custos de conservação
e manutenção, já que é refratário à ação do sol e impede a corrosão das paredes pela
umidade.
As limitações iniciais da técnica vêm sendo superadas pela descoberta e
implantação de novos usos e processos, determinados, basicamente, pela pesquisa e adoção
de mudanças tecnológicas, por exemplo, na bitola e no formato das peças, nos métodos de
queima, no tamanho e tipo de fornos, nas técnicas de esmaltação, entre outros.

- A Reciclagem

A recuperação e a reciclagem de resíduos cerâmicos que apresentam valor
econômico são formas mais atraentes para a solução dos problemas de tratamento e destino
final.
A produção de porcelanato polido gera grande quantidade de resíduos que não têm
outro destino a não ser os aterros, como é comum no Brasil. Porém, há outra possível
destinação para estes, como a obtenção de artefatos cerâmicos de baixa densidade.
O carbeto de silício dos abrasivos para polimento e que compõe parte do resíduo
em determinada temperatura decompõe-se, gerando CO2. A formação de CO2 dentro de
um corpo cerâmico com ponto de amolecimento próximo à temperatura de decomposição
do SiC produzirá uma expansão volumétrica da cerâmica devido à decomposição do SiC
associada ao início da vitrificação do material cerâmico, tornando a superfície impermeável
à passagem do gás resultante da decomposição para o exterior da peça. O produto resultante
será o material cerâmico expandido ou cerâmica celular.

- A utilização na Arquitetura

A aplicação desta cerâmica celular varia desde um componente para preenchimento
de lajes nas construções, até a fabricação de divisórias com excelentes propriedades termoacústicas.
Algumas universidades estão realizando estudos e comprovando a utilização destes
resíduos na construção civil. A Universidade de São Francisco, por exemplo, trabalha com
o resíduo de gesso e de materiais cerâmicos. Os restos da indústria cerâmica estão sendo
agregados a blocos de vedação.
Os resíduos cerâmicos ainda podem ser utilizados como matéria-prima na
formulação de massas com utilização direta na construção civil. Essas argamassas e
concretos com agregados reciclados são utilizadas em: pisos sem função
impermeabilizante, lajotas,tubos, canaletas etc.

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