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Vírus H1N1

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Já no início de abril, tirando de foco a atenção concentrada na crise econômica iniciada pelo setor imobiliário, passa a circular nas mais diversas fontes informativas casos de uma nova epidemia, causada pelo vírus Influenza A (H1N1) e vulgarmente conhecida por gripe suína. Os primeiros casos dessa disseminação ocorreram no México e datam de março desse ano; de lá para cá, mais casos foram descobertos em mais de 30 países (segundo a OMS), inclusive no Brasil, cujo número de ocorrências é sinal de preocupação e serve como advertência.
O alcance ilimitado da globalização e a facilidade que o vírus encontra para se reproduzir geograficamente trazem ainda preocupações de âmbito econômico. Não raro, várias medidas foram adotadas para tentar deter o fluxo de imigrantes contagiados e para popularizar o uso de máscaras de proteção nos mais diversos locais. Ademais é importante citar a queda no número de venda de carne suína, dado que as pessoas preferiram substituir tal carne pela de outras espécies, fruto da popularização do mito de que a gripe pode ser transmitida por ingestão.
No Brasil, consta-se que a primeira ocorrência de óbito causada pela Gripe A foi a de uma garota de 11 anos em Osasco, São Paulo. A menina, ao que tudo indica não apresentou nenhum dos sintomas característicos da doença, mas apenas forte dor abdominal e vômito. Ao ser levada para o hospital, no dia seguinte, foi aflingida por uma parada cardiorrespiratória, que lhe causou falecimento. Pensava-se que ocorrera uma infecção generalizada, o que tempos depois foi, notadamente, tido como engano, visto que o vírus acometeu ainda seu irmão mais novo, os pais e uma outra criança. A ausência de sintomatologia caracteristica deu ao país a preocupação de que o vírus pode se alastrar com maior facilidade e, depois dessa primeira morte, os números só vem aumentando.
Até 19 de outubro o número de mortes causados pelo vírus H1N1 no país foi de 1.368 dos 17.219 casos confirmados. A taxa de mortalidade da doença no Brasil é 0,7 por 100 mil habitantes, sendo 112 desses óbitos apenas no mês de outubro, dados estes confirmados pelas secretarias estaduais e/ou municipais do país. Somente na região Nordeste o número de óbitos é de 15 (maior apenas que a região Norte que marca 13 falecimentos). De acordo com o boletim semanal da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), os dados da nova gripe em Alagoas marcam, até o momento, 22 registros confirmados de pessoas contagiadas pela gripe ,com dois falecimentos na capital do estado. A primeira foi uma jovem de 22 anos, que residia no estado há 7 anos, natural de Brasília e a segunda,uma paciente, de 49 anos,que também residia em Maceió, natural de Camaragibe-AL. O Ministério da Saúde indica o Hospital Escola Doutor Hélvio Auto (Maceió) e Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Maceió) como aconselháveis para pacientes suspeitos de acometidos pelo Influenza A.
Em Arapiraca, situada no Agreste de Alagoas, embora o número de casos não seja tão alto, visto que o vírus afligiu ao que consta apenas uma vítima,que obteve devido tratamento, é importante manter a população informada e efetuar medidas de prevenção e conscientização. É necessário que as pessoas saibam como se prevenir, identificar os aspectos sintomatológicos e onde procurar tratamento. A mídia, ainda que tenha auxiliado na divulgação de informações sobre a epidemia, inegavelmente expôs um confuso temor, além do que vem se preocupando cada vez menos em relatar dados sobre a gripe.
A fim de auxiliar nessa tarefa de divulgação, apresentando como o vírus é transmitido, os modos de prevenção da epidemia, a identificação dos sintomas e o número de casos, apresentamos essa página informativa, que visa a atender às mais diversas classes sociais, de maneira ampla e objetiva, com materiais confiáveis e atualizados.


Medidas Simples Para se Prevenir da Gripe:

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  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente após tossir ou espirrar.
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, de preferência, descartável.
  • Pessoas com qualquer gripe não devem frequentar ambientes fechados ou com aglomeração de pessoas.
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
  • Procurar logo uma unidade de saúde em caso de suspeita de infecção pela Influenza A(H1N1) para diagnóstico e tramento adequados.
  • Não usar medicamentos sem orientação médica. A automedicação pode ser prejudicial à saúde.

Tire suas dúvidas sobre a nova gripe

Perguntas mais frequentes sobre a H1N1:

1-Como é transmitida a Influenza A?
A Influenza A é uma doença respiratória aguda causada por um novo vírus da gripe. Assim como a gripe comum, a influenzaA(H1N1) é transmitida de pessoa para pessoa,principalmente por meio de tosse, espirro, contato e secreções respiratórias de pessoas infectadas.

2-Quando procurar atendimento médico?
Se você estiver com febre acima de 38°c, tosse, acompanhada ou não de dor de garganta, procure o seu médico ou a unidade de saúde mais próxima.

3-Há tratamento para Influenza A no Brasil?
Sim. A rede de Sistema único de Saúde(SUS) está preparada para atender os casos e tratar, quando indicado.

4-Qual a utilidade do álcool gel?
Tornar o vírus inativo, matando-o.

5-Qual o período de incubação do vírus?
Em média de 5 a 7 dias,os sintomas aparecem quase que imediatamente.

6-O vírus é letal?
Não, o que provoca a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que ocasiona uma pneumonia.

7-O vírus ataca mais os asmáticos?
Sim, os pacientes são mais suscetíveis.Mas, tratando-se de um novo vírus todos corremos risco.

8-Qual é o risco de mulheres grávidas contrairem esse vírus?
As mulhres grávidas têm risco em dobro, elas podem tomar antivirais em caso de contagio, mas com rigorosa supervisão médica. Não se sabe o estrago que a doença pode ocasionar no feto, pois trata-se de um vírus novo.

9-Pode-se comer carne de porco?
Sim, pois não há nenhum risco de contagio.

10-Se sou vacinado contra uma gripe da estação estou seguro contra esse vírus?
Não serve para nada. Ainda não há vacina para esse vírus.

Hospitais de Referência para Atendimento da gripe A


Sintomatologia

1-Febre
2-Dor de cabeça
3-Cansaço
4-Calafrios
5-Dor de garganta
6-Tosse
7-Muco (catarro)
8-Dores musculares
9-Ardor nos olhos

Principais Diferenças entre a Influenza A e a Gripe Comum


Vacina

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Desde que o vírus Influenza A começou a fazer vítimas em vários países, cientistas investigam a produção de vacinas, a fim de conter o avanço da epidemia. Nos Estados Unidos, país pioneiro na linha das pesquisas, um spray nasal foi desenvolvido MedImmune, uma divisão da AstraZeneca. O spray, segundo indicam os pesquisadores somente deve ser usado por pessoas não-asmáticas que tenham entre 2 e 49 anos. Os EUA já fizeram petição de 600 mil lotes do antídoto.
No Brasil, a cepa (linhagem) do vírus Influenza H1N1 já faz parte dos estudos do Instituto Butantã, desde agosto deste ano (quando recebeu lotes dos tais por meio da OMS), a Instituição, uma das maiores da América Latina, deverá produzir uma média de 30 milhões de doses de vacina para 2010. Os testes das mesmas devem acontecer em um complexo que terá tal especificidade dentro do prédio do Butantã.
O Ministério da Saúde, em negociação com o Sanofi Pasteur, laboratório francês, pretende importar 17 milhões de doses da vacina. Ao que tudo indica, no entanto, não há como fazer uma distribuição geral da vacina, nem no Brasil, nem em qualquer outra nação; sendo assim, é necessário, primeiramente difundir o antídoto para grupos mais suscetíveis ou para os mais capazes de perpetuar o vírus.
A vacina, segundo a OMS, ainda não é aconselhadas para as gestantes, devido possíveis riscos para a formação do feto (sendo preferível o tratamento com Tamiflu). Idosos e crianças são considerados como os que mais importam receber a vacina. Os primeiros por sua fragilidade imunológica, os últimos devido à facilidade que tem de, sendo contagiada pelo Influenza A nos colégios, disseminarem em casa entre a família. Doravante, por conta do fato de a vacina ainda não ter sido produzida em doses suficientes, tais medidas ainda não serão adotadas esse ano.
Outro dos grupos que será privilegiado como receptor da vacina é o dos profissionais de saúde, dado a proximidade cotidiana com possíveis contagiados. O ministro José Gomes Temporão prevê uma estratégia para que os grupos de área de risco já citados possam ser alvos prioritários de medidas de prevenção até o final do primeiro trimestre de 2010.
Segundo o mesmo, o governo federal liberou um crédito de R$ 2,1 bilhões que deverão ser utilizados para a compra da vacina e medicamentos, para a ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), além da capacitação de profissionais da saúde e da educação.

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