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Crescimento Da População Idosa

O crescimento da população de idosos, em números absolutos e relativos, é um fenômeno mundial. Em 1950 eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo e, já em 1998, quase cinco décadas depois, este contingente alcançava 579 milhões de pessoas, um crescimento de quase 8 milhões de idosos por ano. Segundo projeções estatísticas, em 2050, a população idosa será de 1,9 bilhão de pessoas montante equivalente à população infantil de 0 a 14 anos de idade, ou um quinto da população mundial. Uma das explicações é o aumento, verificado desde 1950, de 19 anos na esperança de vida ao nascer em todo o mundo. Os números mostram que, atualmente, uma em cada dez pessoas tem 60 anos de idade ou mais e, para 2050, estima-se que a relação será de uma para cinco em todo o mundo, e de uma para três nos países desenvolvidos. As conseqüências do crescente número de idosos implicam em aumento das demandas sociais, e passam a representar um grande desafio político, social e econômico.

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De acordo com projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2025 a população de idosos no Brasil crescerá 16 vezes contra cinco vezes a população total, o que nos dará a colocação de 6.º país com maior população idosa. Mas será que esse crescimento irá colocar o Brasil no ranking de país com maior número de aposentados? Se depender da "desaposentação", a população de idosos economicamente ativos continuará crescendo em todo país, especialmente nos centros urbanos.

A aposentadoria, garantida pelo art.7.º, XXIV, da Constituição Federal é uma prestação por excelência da Previdência Social que assegura a subsistência da pessoa e daqueles que dele dependem. Ocorre que vem crescendo no Brasil o número de pessoas que renunciam ao direito de se aposentar, apesar de já terem o tempo de contribuição suficiente.

"A renúncia à aposentadoria possibilita à pessoa um benefício melhor remunerado no mesmo, ou em outro, regime previdenciário. Isso acontece pela continuidade laborativa do segurado aposentado que, em virtude das contribuições vertidas após a aposentadoria, pretende obter novo benefício em condições melhores, em função do novo tempo contributivo", explica Dr.ª Melissa Folmann, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário .

É importante ressaltar que, embora muitos pensem que idosos são economicamente inativos e não contribuem para o crescimento econômico, 62,4% dos idosos e 37,6% das idosas são chefes de família, somando 8,9 milhões de pessoas; 54,5% dos idosos chefes de família sustentam seus filhos, segundo o Censo de 2000. A pesquisa mostrou na época que cerca de 20% dos idosos aposentados continuam trabalhando, sendo 28,9%, homens, e 11,5%, mulheres. Essas contribuições chegam a 4,5% dos postos de trabalho de todo país, no qual 6,3% têm mais de 60 anos, e ainda 40% trabalham por conta própria.

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