As Cooperativas Alagoanas

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As cooperativas de Alagoas

10/10/2009

Rafaum Costa | Coletivo Noize | Natal-RN

Associações, cooperativas e ações coletivas, vêem mostrando cada vez mais resultados, seja em qual for a área cultural ou manifestação, sendo feito de forma coletiva, possue mais possibilidades de se obter sucesso. Partindo desse conceito, na terra de Djavan, Maceió - Alagoas, nasce a COMUSA - Cooperativa de Músicos de Alagoas, acompanhando o movimento já feito nas cidades de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo que tem o intuito de formalizar o trabalho musical, fomentar a formação de rede entre os cooperados, minimizar as ações dos intermediários e distribuir a renda com base na auto gestão.

Divulgar a música feita em Alagoas além de todas as fronteiras, sejam elas nacionais ou internacionais, no maior número de veículos de comunicação possíveis como: rádio, televisão, internet, além de criar a política de qualificação e profissionalização dos participantes da cadeia produtiva para que a cooperativa possa ter mais credibilidade, contribuirá com a educação musical e servirá de estímulo para a criação de políticas de economia solidária, facilitando a circulação e difusão da música alagoana para o maior número de pessoas possíveis.

A COMUSA visa estreitar as dificuldades perante o poder público, como diz um dos cooperados Sóstenes Lima, "O diálogo com o poder público e demais agentes culturais também será facilitado. Nós temos como exemplo as cooperativas de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo”, que trouxeram alguns benefícios como parcerias, assim explica Luiz Felipe Gama, presidente da cooperativa em São Paulo "a cooperativa funciona como um instrumento negocial de trabalho; é também um interlocutor político. Conquistamos muitas parcerias, inclusive com o Itaú Cultural”, que já visa a criação de uma Federação — que reúna as unidades de todo o país.

Diversos nomes já conhecidos pelos alagoanos fazem parte da COMUSA, como Sóstenes Lima, Mácleim, Júnior Almeida e Irina Costa, esses que fizeram as honras da casa na parte dos shows para celebração da ação inicial da cooperativa e contou com a presença de entidades apoiadoras da fomentação da música alagoana como SESI, SENAI, SESC, SECULT, UFAL, CESMAC, FMAC E SESCOOP, tornando o evento extremamente relevante para toda a classe musical desde o intérprete aos compositores e pessoas envolvidas diretamente com produção.

Com a COMUSA, fica possível regulamentar a atividade musical no Estado, dando a devida importância aos diversos artistas presentes em Alagoas, que não possuíam tantos incentivos, e que agora poderão ser profissionais qualificados e prontos para difundir a música que vem sendo feita na cidade, comprovando que o trabalho coletivo traz bons frutos para quem produz, vida longa à COMUSA.

Fonte: http://www.foradoeixo.org.br/noticia.php?id=1318

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