A Economia Sem Dinheiro

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Trata-se aqui de iniciativas que participam da criação de formas alternativas de trocas ou intercâmbios econ}omicos, em relação àquelas praticadas segundo uma lógica de mercado. Tais iniciativas se situam numa escala local e buscam a articulação em redes como modo de organização territorial a fim de fazer face ao fenômeno da exclusão social.

Três tipos principais de experiências desenham este campo: a autoprodução coletiva; os sistemas de trocas locais - chamados na França de Systèmes d'échanges locaus (SEL), e mais conhecidos através das experiências anglo-saxônias denominadas Local exchange trading system (LETS), mas também conhecidos como Tauschring na Alemanha, ou ainda, como redes de economia local (REL) na Itália; e as redes de trocas recíprocas de saberesm, conhecidas na França como réseaux d'échanges reciproques de savoirs(RERS). Nestes dois últimos casos, os vários termos podem ser resumidos ao que se tem convencionado chamar, na América Latina, de Clubes de troca.

Este campo de economia solidária apresenta, assim, uma caractéristica fundamental em relação aos demais, referindo-se ao papel decisivo do pólo não-monetário. Em grande parte dos casos, a expressão mais afirmada de uma lógica reciprocitária nessas experiências não parece significar sua assimilação a uma espécia de revivêscência de formas antigas de solidariedade comunitária, isto posto em razão do seu caráter democrático e da sua inscrição no espaço público.

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